A asfixia radicular em frutíferas representa um dos principais problemas agronômicos derivados do excesso de precipitações. Esse fenômeno ocorre quando o solo fica saturado de água (capacidade de campo), reduzindo drasticamente a disponibilidade de oxigênio para as raízes das plantas. A falta de oxigênio dificulta o metabolismo radicular, provocando uma variedade de efeitos negativos no crescimento, na saúde das plantas e na produção.
Causas da asfixia radicular
As principais causas da asfixia radicular nos pomares são:
- Precipitações excessivas: chuvas intensas e prolongadas podem saturar o solo, impedindo a drenagem da água.
- Estrutura do solo: solos com alto teor de argila ou com drenagem deficiente retêm a água por mais tempo, aumentando o risco de hipóxia radicular.
- Manejo agronômico inadequado: a compactação do solo pelo uso excessivo de maquinário agrícola reduz a porosidade e dificulta a drenagem.
- Sistemas de drenagem insuficientes: a ausência de canais e drenagens agrícolas adequadas favorece o acúmulo de água.
Efeitos sobre as plantas
A asfixia radicular afeta negativamente as plantas de diversas formas:
- Redução da absorção de nutrientes: sem oxigênio, as raízes não conseguem absorver adequadamente a água e os minerais essenciais, causando deficiências nutricionais que afetam o crescimento e a resistência das plantas.
- Enfraquecimento das plantass: raízes em ambiente anaeróbico tornam-se mais vulneráveis ao ataque de patógenos e fungos, como Phytophthora spp., que podem causar podridão radicular e morte progressiva da planta.
- Amarelecimento e clorose: um dos primeiros sintomas visíveis da asfixia radicular é a deterioração da folhagem, com amarelecimento generalizado e queda precoce das folhas, comprometendo o processo fotossintético.
- Redução do desenvolvimento e necrose radicular: em condições de hipóxia prolongada, as raízes começam a necrosar e perder funcionalidade, reduzindo a capacidade da planta de se fixar ao solo e absorver recursos.
- Redução da produtividade: plantas sob estresse produzem menos frutos e de menor qualidade, com calibres menores, maturação irregular e alterações organolépticas que comprometem o valor comercial da produção.
- Aumento da mortalidade das plantas: em casos graves e prolongados de asfixia, as plantas podem não se recuperar, resultando na perda irreversível de árvores frutíferas e na necessidade de replantios custosos.
Estratégias agronômicas de prevenção e mitigação
Para reduzir o risco de asfixia radicular, podem ser adotadas diversas estratégias:
- Melhoria da drenagem: instalação de sistemas de drenagem e nivelamento do terreno para evitar o acúmulo de água.
- Escolha de porta-enxertos resistentes: algumas variedades de porta-enxertos são mais tolerantes a condições de solo excessivamente úmido.
- Preparo do solo: práticas agronômicas como aração profunda e o uso de corretivos orgânicos podem melhorar a estrutura e a capacidade de drenagem do solo.
- Cobertura do solo: o uso de materiais orgânicos ou sintéticos ajuda a reduzir a erosão e manter um equilíbrio hídrico adequado.
- Irrigação controlada: evitar irrigações excessivas em períodos já caracterizados por chuvas intensas.
Estratégias nutricionais para prevenir, reduzir e superar os danos por asfixia radicular
- Abertura de gemas em variedades tardias:
Fertirrigação (se possível): VIVEMA TWIN 6 l/ha para estimular o enraizamento e a bioestimulação contínua da produção de novas raízes absorventes, mesmo sob estresse. - Em plantas sob estresse devido à asfixia radicular:
Aplicação foliar: ALGAREN TWIN 5 l/ha para estimular a planta por meio da ação hormonal do formulado, induzindo a produção de citocininas endógenas para o crescimento de novas raízes absorventes. Adicionar junto com fungicidas, BOROGREEN L y KELAGREEN MIX - Na primeira fertirrigação após o problema de excesso de precipitações:
Fertirrigação: VIVEMA TWIN 6 l/ha, repetindo mais duas vezes com intervalos de 10 a 15 dias.



